Repelente indicado para grávidas está em falta em Montes Claros

December 9, 2015

Procura cresceu após governo relacionar zika vírus com microcefalia.
Farmácias não têm previsão de quando estoque será renovado.

 

      Thathiane Braga está com 14 semanas de gestação e espera o primeiro filho (Foto: Michelly Oda / G1)

 

 

Thathiane Braga mora em Montes Claros (MG) e espera ansiosa pela chegada do primeiro filho. A gestação seguia tranquila até que o Ministério da Saúde divulgou que foi identificada a presença de zika vírus em um bebê nascido com microcefalia no Nordeste. A auxiliar administrativo, que já faz acompanhamento desde o início da gravidez, atualmente com 14 semanas, foi orientada pela médica a usar um repelente à base de icaridina. Mas como a procura pelo produto cresceu rapidamente, as farmácias da cidade não estão conseguindo atender a demanda.

 

“A minha obstetra passou um repelente à base de icaridina, eu consegui uma unidade e estou procurando diariamente, inclusive chego a ligar seis vezes por dia nas farmácias para ver se consigo comprar outro. ”, fala Thathiane, que cancelou viagens para o Nordeste depois da notícia.

 

O G1 fez um levantamento nas cinco maiores redes de farmácia de Montes Claros e em nenhuma delas foi encontrado o repelente à base de icaridina e não há previsão de quando o produto estará disponível nas lojas.

“O repelente com icaridina protege mais no sentido de que tem uma durabilidade maior, de cerca de 10 horas. Mas as gestantes que não encontrarem o produto com essa substância podem usar outros tipos, o importante é que elas se protejam”, explica a dermatologista Uxcilene Melo.

 

O empresário Linton Guedes, que tem 25 farmácias na cidade, conta que, atualmente, não é possível comprar o repelente nas lojas.

 

“Vai chegar uma quantidade grande, o que tínhamos acabou rapidamente, estamos com uma lista de 120 pessoas esperando pelo produto. A demanda cresceu a nível de Brasil, então o laboratório não está conseguindo supri-la”, fala.

Além de seguir as recomendações médicas, a gestante Thathiane Braga também mobilizou vizinhos e colegas de trabalho, com distribuição de panfletos e visitas, para alertar sobre os perigos oferecidos pelo Aedes aegypti.

 

“A gente quer ter uma gestação saudável, quer receber uma criança com saúde em casa, por isso é preciso a atenção redobrada, e é preciso contar com a ajuda de toda a população para que cada um faça um pouquinho , que tire 10 minutos por dia para verificar a casa, não basta só que eu faça a minha parte, todos também precisam fazer”.

 

Casos investigados
Em Montes Claros, estão sendo investigados três casos de bebês com microcefalia, a intenção é descobrir se há relação deles com o zika vírus. Duas das crianças são gêmeas e nasceram em novembro, a terceira nasceu no início de dezembro.

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