Descubra como usar o DEA corretamente e salvar vidas!

September 11, 2019

 

 

Os ataques cardíacos estão entre as principais causas de mortes repentinas no mundo. Por isso, saber como usar o DEA — Desfibrilador Externo Automático pode ser a diferença entre salvar ou não uma vida nesses casos.

 

Seja em locais públicos, seja em empresas ou escolas, todos os lugares que têm grande circulação de pessoas diariamente precisam estar equipados com esse aparelho, bem como contar com pessoas capacitadas para operá-lo.

 

Neste post, você vai entender um pouco mais sobre o quanto o DEA é fundamental para aumentar a sobrevida de quem está em um episódio de parada cardiorrespiratória (PCR), arritmia maligna, entre outros problemas do coração, assim como aprender tudo sobre sua utilização.

 

A importância do DEA na hora de salvar vidas

 

O DEA tem como principal função disparar uma corrente elétrica no coração do paciente, para reiniciá-lo, a fim de que ele volte aos batimentos considerados normais. Ele é fundamental para ser usado em pessoas vítimas de parada cardíaca antes mesmo que elas sejam atendidas pela equipe de socorro especializado, como o SAMU. Pois, o diagnóstico do paciente é realizado automaticamente pelo equipamento. Ou seja, ele pode ser operado por leigos treinados, e não necessita do médico para prestar o atendimento inicial.

 

O DEA é um item essencial para garantir que uma vítima de ataque cardíaco consiga tempo suficiente para ser atendida e encaminhada a um hospital e, assim, evitar a sua morte. Ele é essencial para o tratamento a vítimas de arritmias malignas como taquicardias e fibrilações ventricular.

 

Por tudo isso, inúmeras leis estaduais e municipais, como a do projeto de lei 4050/04, tornaram o DEA obrigatório em locais com circulação de pessoas. A propósito, o referido projeto abrange locais com circulação superior a 4.000 pessoas. Mas, em alguns estados, a exigência do DEA é para locais com circulação de no mínimo 1mil ou até menos.

 

Dessa forma, transportes públicos, condomínios, estádios de futebol, empresas de variados segmentos, entre outros lugares precisam atender a essa determinação.

 

O passo a passo de como usar o DEA

 

Mas como dito anteriormente, é preciso saber como usar o DEA corretamente. Somado a ele, alguns outros procedimentos são necessários para manter a vítima viva até a chegada do socorro. Veja agora o passo a passo de um atendimento de sucesso.

 

1. Identifique a necessidade de socorro
 
Ao identificar que uma pessoa está tendo uma PCR, inicie a massagem cardíaca.
 
Se estiver sozinho na hora de prestar o socorro, antes de qualquer coisa, ligue para a emergência informando o ocorrido. Caso tenha mais pessoas no local, peça para que alguém entre em contato enquanto outra traz o DEA imediatamente. Dessa forma, você já pode iniciar o procedimento de RCP até o DEA estar em suas mãos.
 
2. Ligue o DEA
 
Posicione o DEA próximo à vítima, ligue o aparelho e siga as orientações fornecidas pelo equipamento.
 
3. Posicione os eletrodos
 

Geralmente, os eletrodos do DEA precisam ser posicionados corretamente para não comprometer sua funcionalidade.

 

Assim, o coxim direito precisa ser colocado logo abaixo da clavícula direita. Já o esquerdo precisa ficar abaixo do mamilo esquerdo. Por isso, é tão importante saber corretamente como usar o DEA.

 

 

 

Aqui, valem algumas observações:

  • em homens com excesso de pelos no tórax é indicada a raspagem antes de colar os eletrodos;

  • é importante verificar se a vítima não está molhada. Caso esteja, é importante secá-la antes;

  • se souber que a pessoa que está sendo atendida faz uso de marcapasso, não se deve colocar os eletrodos sobre ele, pois pode haver interferência nas informações;

  • o mesmo vale para acessórios de metal, como joias e até sutiãs com aros, que devem ser retirados antes de usar o desfibrilador.

4. Conecte os eletrodos ao DEA

Após a fixação dos eletrodos, instale o cabo dos eletrodos no conector do equipamento e espere o DEA analisar o ritmo cardíaco do paciente. É essa análise que determinará se será aplicado, ou não, o choque.

 

5. Aplique (ou não) o choque

Se for indicado o choque, mantenha-se afastado da vítima e se certifique para que ninguém esteja encostado ou muito perto dela e do DEA antes de apertar o botão.

 

Então, realize as compressões torácicas no ritmo do beep.

 

Caso o aparelho não indique choque, mantenha a massagem cardíaca até a chegada do socorro.

 

O que deve ser observado ao usar o DEA

 

Vale lembrar que quem manuseia o DEA pode se sentir totalmente seguro, pois o botão não é acionado acidentalmente ou sem a devida necessidade. Sendo assim, o funcionamento do botão só ocorre quando o equipamento identifica a necessidade da desfibrilação (choque elétrico).

 

Além disso, o desfibrilador dispara apenas uma descarga elétrica por vez. Assim, em um período de até 2 minutos é feita nova leitura do ritmo cardíaco e apontamento dos demais passos que precisam ser seguidos. 

 

Outro ponto muito importante que precisa ser reforçado é que o DEA não deve ser removido até a chegada do atendimento médico. Pois, caso haja novamente a necessidade de uso nesse intervalo, ele já estará devidamente posicionado.

 

Caso o DEA utilizado seja a versão completa (com Feedback de RCP), posicione o dispositivo no tórax do paciente antes de iniciar a compressão torácica. Ao realizar o procedimento, fique atento às orientações de voz e texto do equipamento. São elas que ajudarão você a fornecer um atendimento com maior qualidade e efetividade.

 

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