Ventilador Pulmonar – como escolher o modelo ideal para cada ambiente.

August 4, 2020

 

O Ventilador Pulmonar é um equipamento médico de suporte a vida de extrema importância e complexidade. Sua função é auxiliar ou assumir os movimentos respiratórios do paciente.

 

Usado constantemente no tratamento de insuficiências respiratórias, esse tipo de equipamento ganhou enorme destaque com a pandemia mundial da Covid-19, conhecido também por Coronavírus.

 

A doença causa, nos seres humanos, a Síndrome Respiratória Aguda Grave, cujo o tratamento requer que o paciente seja ligado a um ventilador pulmonar.

 

Existem vários tipos de ventiladores no mercado, sendo que cada um deles atende a uma situação específica. Há modelos para uso doméstico, portáteis, usados em anestesias, específicos para transporte e os para cuidados críticos.

 

De acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) apenas os ventiladores pulmonares para cuidados críticos e o para transporte são os adequados e capacitados para serem utilizados nos hospitais.

 

O que é um Ventilador Pulmonar?

 

Ventilador Pulmonar é um termo genérico que faz referência aos equipamentos hospitalares responsáveis por fornecer ventilação pulmonar artificial a pacientes que apresentem um quadro de insuficiência respiratória.

 

Sua função é garantir o suporte respiratório fazendo o oxigênio chegar aos pulmões do doente. Ele pode operar de forma temporária ou contínua e ainda assumir a respiração de forma parcial ou completa.

Os ventiladores podem trabalhar com dois tipos de ventilação, por pressão negativa e por pressão positiva.

 

Na ventilação por pressão negativa, no momento da inspiração, uma pressão subatômica é exercida sobre a caixa torácica do paciente, forçando a sua expansão. Isso gera uma pressão negativa dentro dos pulmões, o que acaba empurrando o oxigênio para dentro dos alvéolos.

 

Durante a expiração, a pressão interna do pulmão se iguala a pressão atmosférica, contraindo a caixa torácica e expulsando o ar dos alvéolos, completando o ciclo respiratório.

 

A ventilação por pressão positiva é a mais utilizada atualmente. É um método mais simples. Nesse tipo de ventilação é aplicada no paciente uma pressão maior que a pressão atmosférica.

 

A pressão é forçada para dentro do organismo por meio de tubos ou de máscaras. Ela é exercida durante a expiração criando as condições necessárias para que o oxigênio entre nos pulmões do paciente.

 

Tipos de Ventilador Pulmonar

 

De acordo com ASTM International os respiradores podem ser divididos em quatro grupos, quando levamos em consideração sua aplicação.

 

1 – Ventiladores para uso doméstico

2 – Ventiladores para anestesias

3 – Ventiladores para transporte

4 – Ventiladores para cuidados críticos

 

Apesar de todos serem equipamentos com a função de ajudar pacientes com dificuldades respiratória, cada um deles possui sua aplicação especificas.

 

Ventiladores para uso doméstico
 

O ventilador pulmonar usado em ambientes domésticos é do tipo portátil. Portanto, possui um tamanho menor e é mais leve, isso não quer dizer que ele realize suas funções de forma menos eficiente.

São indicados para pacientes que precisam fazer um tratamento continuo, mas que também necessitam de uma maior capacidade de locomoção.

 

Ele é comumente encontrado em clínicas, casas de repouso, centros de recuperação, além de ser usado por pacientes que se tratam em casa.

 

Ele pode realizar ventilação invasivas ou não invasivas, sendo que a primeira é indicada para casos mais graves.

A ventilação invasiva é aquela na qual tubos penetram o corpo do paciente seja pela pele (traqueostomia) ou pela boca (tubo endotraqueal). Já a ventilação não invasiva é feita através de máscara que podem ser posicionadas sobre o nariz ou no nariz e boca.

Os ventiladores para uso doméstico estão preparados para tratar casos de:

 

– Hipoventilação e apneia;

– Insuficiência respiratória causado por doenças pulmonares;

– Falência mecânica do aparelho respiratório, que pode ser causada por doenças neuromusculares, paralisia, traumas cranianos, AVCs, etc.;

– Pós-operatório de cirurgias de grande porte;

– Evitar a fadiga muscular.

 

Ventiladores para anestesia
 

Como o próprio nome indica, são utilizados em condições em que o paciente esteja sob o efeito de anestesia geral.

 

Esse tipo de equipamento é especifico para essa função. Já que, juntamente com o oxigênio, ele manda para dentro do corpo gases com efeitos anestésicos.

 

São ventiladores não invasivos, ou seja, o ar é entregue ao doente por meio de máscaras que cobrem a boca e o nariz. Por serem um sistema fechado, sem contado com o ar da atmosfera, ele também recolhe os gases expelidos pela respiração.

 

Os gases que saem do paciente passam por um recipiente contendo cal sodada, que transforma o CO2 em O2. Em seguida são misturados com os demais gases e enviados de volta ao paciente.

 

Ventiladores para transporte
 

O ventilador pulmonar de transporte é regulado pelas ANVISA e deve atender as normas da ABNT NBR ISO 10651-3:2014.

 

São utilizados quando pacientes com quadros de insuficiência respiratória precisam ser movidos. Essa movimentação pode ser por um atendimento de emergência, transporte entre alas de um hospital e, até mesmo, um banho de sol.

 

Por serem utilizados em atendimentos de emergência devem ter um tamanho reduzido, ser leves, fácies de manipular e configurar.

 

Precisam também de uma bateria durável mesmo que todas as suas funcionalidades estejam ativadas.

 

O seu tamanho reduzido permite que sejam instalados em ambulâncias, carros de resgate, aviões, viaturas ou que possam ser carregados com o paciente.

 

Ventiladores para cuidados críticos
 

Muito utilizados em Centro de Tratamentos Intensivos (CTI), estão aptos a atender qualquer situação, sendo paradas cardíacas, traumas ou auxiliar no pós-operatório. São regulamentados pela ANVISA, seguindo a norma ABNT NBR ISSO 80601-2-12:2014.

 

Esse tipo de aparelho permite uma série de modos de operação diferentes e está adaptado para vários tipos de ventilação.

 

Portanto, deve ser compatível com ventilações mecânicas invasiva e não invasiva. Também precisa trabalhar com diferentes formar de ventilação avançada.

 

São equipamentos mais completos, que monitoram todas as taxas envolvidas no processo de respiração artificial, como a pressão nas vias aéreas, a concentração de oxigênio e as taxas de respiração, tanto a natural quanto a forçada.

 

Devem ter entradas para ar comprimido e oxigênio de alta pressão, permitindo que os dois sejam misturados de acordo com as necessidades do paciente.

 

Como os atendimentos críticos precisam de ação rápida, suas funções e configurações devem ser simples e intuitivas. Agilizando, assim, o trabalho dos profissionais da saúde.

 
 

 

 

 

 

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